segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Curso COMPONDO A CENA em ARAPIRACA


Após duas semanas que passaram rapidinho, neste fim de semana estaremos novamente em Arapiraca, agora para ministrar uma oficina dentro do Curso COMPONDO A CENA promovido pelo SESC/AL unidade Arapiraca, esta será uma ótima oportunidade de dialogar e intercambiar técnicas de teatro, uma vez que apresentaremos possibilidades de treinamento de ator/atriz. Confiram a programação e até lá!

Curso COMPONDO A CENA
Com Daniela Beny e Elizandra Lucca.
Dias 03, 04, 10 e 11 de dezembro de 2011.
(Sábados das 14h às 18h / Domingos das 09h às 18h)
Local: SESC Arapiraca - Inscrições Gratuitas – 25 vagas.

Visando a introdução técnicas teatrais e a reciclagem no treinamento de Ator o SESC Alagoas realiza o curso COMPONDO A CENA na cidade de Arapiraca. Os encontros contarão com uma breve explanação sobre a linha do tempo teatral, contextualizando os principais períodos históricos e explorando as linhas dos grandes teóricos. Utilizando como base técnicas de Viewpoints e treinamento de Koshi serão apresentadas as possibilidades de preparação do ator/atriz, criação de cenas com base no improviso e construção da dramaturgia do ator/atriz pautada no seu repertório artístico-corpóreo-vocal e em suas vivências cotidianas.
O curso também trará os processos de montagem, comentando as etapas de composição artística da obra com apontamentos relacionados à dramaturgia e opções estéticas. Através da investigação e da experiência as aulas visam levar os atores/atrizes a partir do treinamento do corpo e da improvisação á composição da cena. Compreendendo o compor como: formar de várias partes; constituir; arranjar; dispor; produzir; fazer; refazer; escrever. Propondo um estudo prático aonde o participante irá por meio da ação perceber seus impulsos e criar espontaneamente e conscientemente um repertório extra cotidiano de ações, vivências e dramaturgias e realizadas na cena.

DANIELA BENY – atriz, dramaturga e produtora da Invisível Companhia de Teatro, graduada em Teatro pela UFAL, vem desenvolvendo pesquisas de treinamento do ator e dramaturgia desde 2008 quando participou do projeto de residência artística GEOGRAFIA DA PALAVRA promovido pela FUNARTE/SP, além de participação em cursos de Viewpoints promovido pelo Lume/SP e do Seminário de Antropologia Teatral em Buenos Aires, ministrado por Ana Wolf (Odin Teatret/Dinamarca). Dentro da vivência acadêmica esteve envolvida nos projetos acadêmicos de pesquisa “Dramaturgia maceioense do Século XX” pela UFAL, sob orientação do prof. Dr. Otávio Cabral e componente do grupo de estudo NACE Núcleo Transdiciplinar de Pesquisa em Artes Cênicas e Espetaculares pela UFAL/UFRN, sob orientação da profª Drª Nara Salles.


ELIZANDRA LUCCA – Possui Formação Pós-Médio - Técnico no Curso Formação do Ator pela Escola Técnica de Artes da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) portando o Título de Atriz. Graduação em Artes Cênicas - Licenciatura - Pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL). Pós-Graduação do Curso de Especialização no Ensino da Arte: TEATRO, pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL). Coordenadora de Bolsistas de outra natureza - Projeto Aqui(n)ta Cultural - UFAL. Atuante como Pesquisadora nas Áreas de Crítica, Dramaturgia, Licenciatura, Direção e Interpretação. Pesquisadora em Artes Cênicas pelo NACE. Prêmio pela UFAL - Universidade Federal de Alagoas - em Excelência Acadêmica como Orientadora, com o trabalho: Grupo de Pesquisa em Performance.


SERVIÇO:



Curso COMPONDO A CENA

Dias 03, 04, 10 e 11 de dezembro de 2011.

(Sábados das 14h às 18h / Domingos das 09h às 18h)

Inscrições Gratuitas – 25 vagas.

Local: SESC Arapiraca (Rua Manoel Cazuza, s/n, Santa Edwiges – Arapiraca, AL)

Informações: 3482-2400

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Nossa apresentação em Arapiraca

 por Daniela Beny
Bate-papo após o espetáculo
Com muita felicidade eu posso dizer que participei do 1º Caboré Cine-Teatro do SESI Arapiraca, posso dizer sem sombra de dúvidas que o Teatro do SESI Arapiraca é a melhor sala de teatro de Alagoas, tanto pelos equipamentos quanto pela acústica e pela equipe para montagem e assistência no que precisamos. Quero parabenizar Moab pela iniciativa em promover um evento desta importância, pois proporcionar ao público o diálogo entre linguagens em cima de um tema central fortalece as artes como um todo, além de criar a motivação na investigação temática. 

Falando em troca, um dos grandes pontos da nossa apresentação foi o bate-papo com a plateia - basicamente formada por profissionais de teatro - depois do espetáculo, como toda experiência artística a troca de informações, impressões e técnicas é o que motiva novas criações ou pelo menos instigam no questionamento daquilo que está sendo produzido, de algum modo essa conversa já serviu como uma espécie de sondagem do que podemos intercambiar daqui duas semanas durante o curso COMPONDO A CENA, promovido pelo SESC para iniciação e reciclagem de teatro em Arapiraca.

Depois desta apresentação e da nossa circulação pelo interior no início do ano, percebo o quanto temos a necessidade de descentralizar o acesso ao teatro, sei da dificuldade de formarmos plateia em Maceió e o quanto isso se reflete também noutras cidades, mas temos que pensar que todos lugares tem direito ao acesso de qualidade aos mecanismos culturais, sejam eles possibilitados pelo sistema S, iniciativa privada, Estado e Município ou através dos próprios grupos. Por mim daríamos um tempo em Maceió e buscaríamos outros horizontes e paisagens, isso é enriquecedor tanto para quem circula quanto para quem mora nestas cidades.

Poucos instantes antes de entrar
em cena

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Um pouco sobre o processo de A COR DA CHUVA

foto Estúdio Máquina de Ideias
por Daniela Beny
Podemos considerar que o espetáculo A COR DA CHUVA passou por três processos de montagem muito distintos, dada as circunstâncias como o mesmo foi estruturado e pensado inicialmente.

Ao inscrevermos no Prêmio de Incentivo à Produção e Circulação de Projetos em Artes Cênicas em Alagoas pretendíamos que a montagem fosse voltada para palco italiano, porém, por uma exigência do edital a circulação ter que contemplar outras cidades, tivemos que adapta-lo para espaços alternativos, saindo assim do conforto do palco para o desafio de estarmos em cena em “qualquer” lugar.

Nesta primeira etapa trabalhamos com exercícios de consciência corporal e noção de espaço, um desafio para o grupo que, a princípio, mesmo contando com profissionais experientes, ainda não tinham experimentado a possibilidade de explorar esse espaço cênico. Como opção estética pusemos em primeiro plano a dramaturgia e a visualidade do espetáculo, que mesmo contando com a iluminação dada através de um equipamento básico e sem muitos recursos técnicos conseguiu suprir nossas necessidade num primeiro momento.

Como treinamento para o ator, foram trabalhadas técnicas de improviso e jogos com base em exercícios corpóreos para atletas, num primeiro momento este treinamento mostrou-se de fundamental importância por permitir um condicionamento físico aos atores, o que mais tarde facilitou as outras etapas dos ensaios. Neste ponto ainda estávamos procurando uma identidade corporal para as personagens, buscando uma animalidade primitiva que, passado para outro estágio ficou como base de pesquisa, mas não mais colocado em cena.

Consideramos como segunda etapa do treinamento nosso acompanhamento pelo GESTO (Grupo de Estudos Teatrais Orientados) pelo SESC/AL, que com orientação pedagógica do professor Aramís Correia, alguns questionamentos foram apontados, nos fazendo reconsiderar as opções inclusive de treinamento, sendo assim, o trabalho do ator começou a ser mais esmiuçado tomando como ponto de partida dois métodos de trabalho: Viewpoints e Koshi – o primeiro focado na relação ator/espaço e o segundo focando na preparação vocal.


Estas duas técnicas só foram trabalhadas nesta etapa do processo por causa da apropriação e reconhecimento das mesmas como viáveis para o desenvolvimento dos atores, aqui chegamos no momento de conciliar teoria e prática, além de somar elementos que já existiam anteriormente. Uma das nossas preocupações está justamente em somarmos experimentos e vivências particulares com o que está sendo posto ao grupo, não ignorando as referências de cada um dos componentes nem sua experiência teatral anterior.
 

A partir deste ponto é possível dizer que passamos a ter mais clareza de nosso trabalho, uma vez que foi estabelecida uma metodologia de trabalho onde o treinamento do ator com foco na consciência corpóreo-vocal viria a dar sustentação ao que a dramaturgia estava oferecendo.

A terceira etapa de nosso trabalho teve início a pouco tempo, onde nos debruçamos sobre o texto com a finalidade de torna-lo mais acessível, com cortes e substituições de algumas palavras do texto, dando assim maior apropriação aos atores que com um texto mais palatável se sentem mais livres para a criação e proposta de marcações cênicas.

A Cor da Chuva sempre será nosso objeto de estudo por se tratar da primeira direção de Daniela Beny e pela possibilidade de intercâmbio de informações dentro do próprio grupo, pois cada componente possui formações bem específicas o que acaba convergindo para o trabalho do grupo. 

sábado, 12 de novembro de 2011

VOO AO SOLO no 1º Cabaré Cine Teatro em Arapirca


O universo feminino é tema do 1° Caboré Cine Teatro do SESI Arapiraca


Discutir a temática feminina, direitos e o espaço da mulher na arte, é o enredo do 1° Caboré Cine Teatro do SESI Arapiraca, com o tema “Ah essas mulheres!” o evento terá em toda a sua programação a participação efetiva de mulheres que encantam nos palcos e nas telas.
Acontecerá no teatro do SESI Arapiraca, no dia 19 de novembro de 2011, às 22h, e entrará na madrugada do dia 20, acabando às 6h da manhã.


Teatro: Voo ao solo (Invisível Companhia de Teatro)


Num onde indefinido e num quando indeterminado uma mulher faz um apanhado dos fatos mais importantes de sua vida começa a estabelecer consigo mesma uma relação caótica inclusive com seus demônios e fantasmas do passado, tudo aflora de modo impensado e imprevisível, não havendo assim uma definição nem espacial, nem cronológica, viajando em seus pensamentos e metáforas que aproximam o espectador dos sentidos e sentimentos da personagem. Este é o enredo do espetáculo “Voo ao Solo” da Invisível Companhia de Teatro, criada em Maceió no ano de 2009.


Cinema: Todas as mulheres do mundo.


Leila Diniz se projeta como atriz e personalidade, atuando numa história dirigida por Domingos de Oliveira, que incorporou claras referências à vida em comum do casal. O falecimento de Leila Diniz, aos 27 anos, causou comoção nacional e deu início à formação do mito em torno da mulher considerada revolucionária, que rompeu tabus e conceitos através de suas ideais e atitudes.

A musa do Pasquim rompeu barreiras e quebrou tabús do moralismo que até hoje persegue e delimita a expressão da liberdade feminina. Este vídeo mostra um poema em homenagem à mulher amada. Um momento poético do cinema brasileiro.


Música: Cris Ribeiro, Jessica Aline (Dona Flor) e Priscila.


Com um repertório especialmente preparado para o tema do evento “Ah essas mulheres”, vão encantar com músicas que provocam nossa imaginação, e deixar a nossa noite cultural muito mais “quente”.

Teremos ainda a participação de DJ, grupo de dança, curtas metragens e claro muita animação para passarmos a noite acordados.

O evento acontecerá dia 19 de novembro de 2011, a partir das 22 horas no TEATRO SESI ARAPIRACA, ingressos à R$ 25,00 inteira e R$ 12,00 meia, informações: 3522-2233

2014 - um ano de muita pesquisa

Então, desde o final de 2014 o tempo tem sido cada vez mais escasso apenas pelo fator MESTRADO, tão raro que, ao vir atualizar o blog me de...