segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Curso COMPONDO A CENA em ARAPIRACA


Após duas semanas que passaram rapidinho, neste fim de semana estaremos novamente em Arapiraca, agora para ministrar uma oficina dentro do Curso COMPONDO A CENA promovido pelo SESC/AL unidade Arapiraca, esta será uma ótima oportunidade de dialogar e intercambiar técnicas de teatro, uma vez que apresentaremos possibilidades de treinamento de ator/atriz. Confiram a programação e até lá!

Curso COMPONDO A CENA
Com Daniela Beny e Elizandra Lucca.
Dias 03, 04, 10 e 11 de dezembro de 2011.
(Sábados das 14h às 18h / Domingos das 09h às 18h)
Local: SESC Arapiraca - Inscrições Gratuitas – 25 vagas.

Visando a introdução técnicas teatrais e a reciclagem no treinamento de Ator o SESC Alagoas realiza o curso COMPONDO A CENA na cidade de Arapiraca. Os encontros contarão com uma breve explanação sobre a linha do tempo teatral, contextualizando os principais períodos históricos e explorando as linhas dos grandes teóricos. Utilizando como base técnicas de Viewpoints e treinamento de Koshi serão apresentadas as possibilidades de preparação do ator/atriz, criação de cenas com base no improviso e construção da dramaturgia do ator/atriz pautada no seu repertório artístico-corpóreo-vocal e em suas vivências cotidianas.
O curso também trará os processos de montagem, comentando as etapas de composição artística da obra com apontamentos relacionados à dramaturgia e opções estéticas. Através da investigação e da experiência as aulas visam levar os atores/atrizes a partir do treinamento do corpo e da improvisação á composição da cena. Compreendendo o compor como: formar de várias partes; constituir; arranjar; dispor; produzir; fazer; refazer; escrever. Propondo um estudo prático aonde o participante irá por meio da ação perceber seus impulsos e criar espontaneamente e conscientemente um repertório extra cotidiano de ações, vivências e dramaturgias e realizadas na cena.

DANIELA BENY – atriz, dramaturga e produtora da Invisível Companhia de Teatro, graduada em Teatro pela UFAL, vem desenvolvendo pesquisas de treinamento do ator e dramaturgia desde 2008 quando participou do projeto de residência artística GEOGRAFIA DA PALAVRA promovido pela FUNARTE/SP, além de participação em cursos de Viewpoints promovido pelo Lume/SP e do Seminário de Antropologia Teatral em Buenos Aires, ministrado por Ana Wolf (Odin Teatret/Dinamarca). Dentro da vivência acadêmica esteve envolvida nos projetos acadêmicos de pesquisa “Dramaturgia maceioense do Século XX” pela UFAL, sob orientação do prof. Dr. Otávio Cabral e componente do grupo de estudo NACE Núcleo Transdiciplinar de Pesquisa em Artes Cênicas e Espetaculares pela UFAL/UFRN, sob orientação da profª Drª Nara Salles.


ELIZANDRA LUCCA – Possui Formação Pós-Médio - Técnico no Curso Formação do Ator pela Escola Técnica de Artes da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) portando o Título de Atriz. Graduação em Artes Cênicas - Licenciatura - Pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL). Pós-Graduação do Curso de Especialização no Ensino da Arte: TEATRO, pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL). Coordenadora de Bolsistas de outra natureza - Projeto Aqui(n)ta Cultural - UFAL. Atuante como Pesquisadora nas Áreas de Crítica, Dramaturgia, Licenciatura, Direção e Interpretação. Pesquisadora em Artes Cênicas pelo NACE. Prêmio pela UFAL - Universidade Federal de Alagoas - em Excelência Acadêmica como Orientadora, com o trabalho: Grupo de Pesquisa em Performance.


SERVIÇO:



Curso COMPONDO A CENA

Dias 03, 04, 10 e 11 de dezembro de 2011.

(Sábados das 14h às 18h / Domingos das 09h às 18h)

Inscrições Gratuitas – 25 vagas.

Local: SESC Arapiraca (Rua Manoel Cazuza, s/n, Santa Edwiges – Arapiraca, AL)

Informações: 3482-2400

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Nossa apresentação em Arapiraca

 por Daniela Beny
Bate-papo após o espetáculo
Com muita felicidade eu posso dizer que participei do 1º Caboré Cine-Teatro do SESI Arapiraca, posso dizer sem sombra de dúvidas que o Teatro do SESI Arapiraca é a melhor sala de teatro de Alagoas, tanto pelos equipamentos quanto pela acústica e pela equipe para montagem e assistência no que precisamos. Quero parabenizar Moab pela iniciativa em promover um evento desta importância, pois proporcionar ao público o diálogo entre linguagens em cima de um tema central fortalece as artes como um todo, além de criar a motivação na investigação temática. 

Falando em troca, um dos grandes pontos da nossa apresentação foi o bate-papo com a plateia - basicamente formada por profissionais de teatro - depois do espetáculo, como toda experiência artística a troca de informações, impressões e técnicas é o que motiva novas criações ou pelo menos instigam no questionamento daquilo que está sendo produzido, de algum modo essa conversa já serviu como uma espécie de sondagem do que podemos intercambiar daqui duas semanas durante o curso COMPONDO A CENA, promovido pelo SESC para iniciação e reciclagem de teatro em Arapiraca.

Depois desta apresentação e da nossa circulação pelo interior no início do ano, percebo o quanto temos a necessidade de descentralizar o acesso ao teatro, sei da dificuldade de formarmos plateia em Maceió e o quanto isso se reflete também noutras cidades, mas temos que pensar que todos lugares tem direito ao acesso de qualidade aos mecanismos culturais, sejam eles possibilitados pelo sistema S, iniciativa privada, Estado e Município ou através dos próprios grupos. Por mim daríamos um tempo em Maceió e buscaríamos outros horizontes e paisagens, isso é enriquecedor tanto para quem circula quanto para quem mora nestas cidades.

Poucos instantes antes de entrar
em cena

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Um pouco sobre o processo de A COR DA CHUVA

foto Estúdio Máquina de Ideias
por Daniela Beny
Podemos considerar que o espetáculo A COR DA CHUVA passou por três processos de montagem muito distintos, dada as circunstâncias como o mesmo foi estruturado e pensado inicialmente.

Ao inscrevermos no Prêmio de Incentivo à Produção e Circulação de Projetos em Artes Cênicas em Alagoas pretendíamos que a montagem fosse voltada para palco italiano, porém, por uma exigência do edital a circulação ter que contemplar outras cidades, tivemos que adapta-lo para espaços alternativos, saindo assim do conforto do palco para o desafio de estarmos em cena em “qualquer” lugar.

Nesta primeira etapa trabalhamos com exercícios de consciência corporal e noção de espaço, um desafio para o grupo que, a princípio, mesmo contando com profissionais experientes, ainda não tinham experimentado a possibilidade de explorar esse espaço cênico. Como opção estética pusemos em primeiro plano a dramaturgia e a visualidade do espetáculo, que mesmo contando com a iluminação dada através de um equipamento básico e sem muitos recursos técnicos conseguiu suprir nossas necessidade num primeiro momento.

Como treinamento para o ator, foram trabalhadas técnicas de improviso e jogos com base em exercícios corpóreos para atletas, num primeiro momento este treinamento mostrou-se de fundamental importância por permitir um condicionamento físico aos atores, o que mais tarde facilitou as outras etapas dos ensaios. Neste ponto ainda estávamos procurando uma identidade corporal para as personagens, buscando uma animalidade primitiva que, passado para outro estágio ficou como base de pesquisa, mas não mais colocado em cena.

Consideramos como segunda etapa do treinamento nosso acompanhamento pelo GESTO (Grupo de Estudos Teatrais Orientados) pelo SESC/AL, que com orientação pedagógica do professor Aramís Correia, alguns questionamentos foram apontados, nos fazendo reconsiderar as opções inclusive de treinamento, sendo assim, o trabalho do ator começou a ser mais esmiuçado tomando como ponto de partida dois métodos de trabalho: Viewpoints e Koshi – o primeiro focado na relação ator/espaço e o segundo focando na preparação vocal.


Estas duas técnicas só foram trabalhadas nesta etapa do processo por causa da apropriação e reconhecimento das mesmas como viáveis para o desenvolvimento dos atores, aqui chegamos no momento de conciliar teoria e prática, além de somar elementos que já existiam anteriormente. Uma das nossas preocupações está justamente em somarmos experimentos e vivências particulares com o que está sendo posto ao grupo, não ignorando as referências de cada um dos componentes nem sua experiência teatral anterior.
 

A partir deste ponto é possível dizer que passamos a ter mais clareza de nosso trabalho, uma vez que foi estabelecida uma metodologia de trabalho onde o treinamento do ator com foco na consciência corpóreo-vocal viria a dar sustentação ao que a dramaturgia estava oferecendo.

A terceira etapa de nosso trabalho teve início a pouco tempo, onde nos debruçamos sobre o texto com a finalidade de torna-lo mais acessível, com cortes e substituições de algumas palavras do texto, dando assim maior apropriação aos atores que com um texto mais palatável se sentem mais livres para a criação e proposta de marcações cênicas.

A Cor da Chuva sempre será nosso objeto de estudo por se tratar da primeira direção de Daniela Beny e pela possibilidade de intercâmbio de informações dentro do próprio grupo, pois cada componente possui formações bem específicas o que acaba convergindo para o trabalho do grupo. 

sábado, 12 de novembro de 2011

VOO AO SOLO no 1º Cabaré Cine Teatro em Arapirca


O universo feminino é tema do 1° Caboré Cine Teatro do SESI Arapiraca


Discutir a temática feminina, direitos e o espaço da mulher na arte, é o enredo do 1° Caboré Cine Teatro do SESI Arapiraca, com o tema “Ah essas mulheres!” o evento terá em toda a sua programação a participação efetiva de mulheres que encantam nos palcos e nas telas.
Acontecerá no teatro do SESI Arapiraca, no dia 19 de novembro de 2011, às 22h, e entrará na madrugada do dia 20, acabando às 6h da manhã.


Teatro: Voo ao solo (Invisível Companhia de Teatro)


Num onde indefinido e num quando indeterminado uma mulher faz um apanhado dos fatos mais importantes de sua vida começa a estabelecer consigo mesma uma relação caótica inclusive com seus demônios e fantasmas do passado, tudo aflora de modo impensado e imprevisível, não havendo assim uma definição nem espacial, nem cronológica, viajando em seus pensamentos e metáforas que aproximam o espectador dos sentidos e sentimentos da personagem. Este é o enredo do espetáculo “Voo ao Solo” da Invisível Companhia de Teatro, criada em Maceió no ano de 2009.


Cinema: Todas as mulheres do mundo.


Leila Diniz se projeta como atriz e personalidade, atuando numa história dirigida por Domingos de Oliveira, que incorporou claras referências à vida em comum do casal. O falecimento de Leila Diniz, aos 27 anos, causou comoção nacional e deu início à formação do mito em torno da mulher considerada revolucionária, que rompeu tabus e conceitos através de suas ideais e atitudes.

A musa do Pasquim rompeu barreiras e quebrou tabús do moralismo que até hoje persegue e delimita a expressão da liberdade feminina. Este vídeo mostra um poema em homenagem à mulher amada. Um momento poético do cinema brasileiro.


Música: Cris Ribeiro, Jessica Aline (Dona Flor) e Priscila.


Com um repertório especialmente preparado para o tema do evento “Ah essas mulheres”, vão encantar com músicas que provocam nossa imaginação, e deixar a nossa noite cultural muito mais “quente”.

Teremos ainda a participação de DJ, grupo de dança, curtas metragens e claro muita animação para passarmos a noite acordados.

O evento acontecerá dia 19 de novembro de 2011, a partir das 22 horas no TEATRO SESI ARAPIRACA, ingressos à R$ 25,00 inteira e R$ 12,00 meia, informações: 3522-2233

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Estreia de "As Aventuras de Alice"

Com apoio da Invisível Companhia de Teatro, a ong Sua Majestade o Circo estreia o espetáculo "As Aventuras de Alice" amanhã (dia 12/10) no Teatro do Centro Cultural SESI, dentro do projeto SESINHO, a apresentação será às 16H, os ingressos estão à venda no local por R$ 20,00 e R$ 10,00.



AS AVENTURAS DE ALICE

Baseado no texto original de Lewis Carroll
Adaptação Orlando Baptistim


Encenação e Direção - Marco Antonio Campos
Assistência de Direção - Daniela Beny
Trilha sonora Original – Guilherme Ramos
Projeto de Iluminação – Marco Antonio Campos
Concepção e Customização de Figurinos e Adereços - Iana e Marcela Tenório – Ateliê La Gaveta
Costuras - Ateliê Eduardo Moura
Pesquisa de Cenários e Adereços - Marco Antonio Campos
Execução de Cenários – Artesão em Ferro
Execução de Adereços Cênicos - Amilton Bandeira e Pero de Andrade – Oficina de Criatividade Sua Majestade o Circo
Customização de Adereços Cênicos – Kika Pedrosa
Projeto Gráfico e Áudio Visual - Erick Silva – Estúdio Máquina de Ideias
Produção - Pero de Andrade e Daniela Beny

Elenco:

Alicia Kelly

Cicero Rosa

Lindianne Heliomarie

Raphael Augusto

Carmem Freire

Vídeo ator - Pierre Pellegrine



Apoio:

Pântala Butterfly (http://www.dragpantala.com.br/)
Invisível Companhia de Teatro
Cenarte
Pontão de Cultura Guerreiros Alagoanos
Fundação Municipal de Ação Cultural
Secretaria de Estado da Cultura
Estúdio Máquina de Ideia
Ateliê La Gaveta
Ateliê Eduardo Moura
Kika Pedrosa
Artesão em Ferro

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Clique na imagem para vê-la maior.
Informações: 8803-5128 ou invisivelcia@hotmail.com

Programação da 6ª edição da mostra Aldeia Sesc Guerreiro das Alagoas

Saiu a programação oficial do VI Mostra Aldeia SESC Guerreiros das Alagoas. E cá estamos nós mais uma vez com a responsabilidade de encerrar a programação do projeto.


SEXTA-FEIRA, 19 DE AGOSTO
17h – Abertura oficial com apresentação da baiana Flor de Lis e do projeto Sua Majestade o Circo 
Local: Calçadão do Comércio, Centro
18h – Cortejo de boas vindas com o Maracatu Baque Alagoano Percurso: da Rua do Comércio em direção ao Sesc Centro 
19h – Abertura da exposição O Inceticismo, de Allan Monteiro Local: Galeria Sesc, Sesc Centro (Rua Barão de Alagoas, 229, Centro)
Entrada franca




SÁBADO, 20 DE AGOSTO
16h – Espetáculo Urucungo, com o bailarino Denis Costa
Classificação etária: 18 anos
Gênero: dança
Local: Teatro Jofre Soares, Sesc Centro (Rua Barão de Alagoas, 229, Centro)
Entrada franca (como a plateia ficará no palco, há apenas 25 vagas. As senhas serão distribuídas 01 hora antes do início do espetáculo)
19h – Palco Giratório: espetáculo De-virProdução: Cia. Dita (CE)
Local: Teatro Deodoro, Centro
Classificação etária: 18 anos
Gênero: dança
Entrada franca




DOMINGO, 21 DE AGOSTO
16h – Espetáculo Os Infortúnios de uma Criança
Associação Teatral das Alagoas (ATA)
Classificação: livre
Gênero: teatro infanto-juvenil
Ingressos: R$ 5 (comerciários e estudantes) e R$ 10 (usuários)
Local: Teatro Jofre Soares, Sesc Centro
19h – Palco Giratório: Espetáculo De-virCia. Dita (CE)
Local: Teatro Deodoro, Centro
Classificação etária: 18 anos
Gênero: dança
Entrada franca




SEGUNDA-FEIRA, 22 DE AGOSTO
10h – Intervenção urbana Contraotempo
Núcleo Cênico Eu Mundaú
Local: Calçadão do Comércio, Centro 

19h – Espetáculo Rótulo – as Impressões do CorpoCharlene Sadd
Classificação etária: 18 anos
Local: Teatro Jofre Soares, Sesc Centro (Rua Barão de Alagoas, 229, Centro)
Ingressos: R$ 5 (comerciários e estudantes) e R$ 10 (usuários)




TERÇA-FEIRA, 23 DE AGOSTO
10h – Intervenção ContraotempoNúcleo cênico Eu Mundaú
Local: Praça dos Palmares, Centro
16h – Espetáculo EncontrosCia. dos Pés
Classificação etária: livre
Gênero: dança
Local: Calçadão do Comércio, Centro

19h – Espetáculo Desnuda Associação Artística Saudáveis Subversivos
Classificação etária: 18 anos
Gênero: dança
Local: Restaurante do Sesc Centro (Rua Barão de Alagoas, 229, Centro)
Ingressos: R$ 5 (comerciários e estudantes) e R$ 10 (usuários)




QUARTA-FEIRA, 24 DE AGOSTO
10h – Intervenção ContraotempoNúcleo cênico Eu Mundaú
Local: Praça Deodoro, Centro
16h – Espetáculo Pedaços de Nós MesmosCompanhia de Teatro Mestres da Graça – CTMG
Classificação etária: livre
Gênero: teatro
Local: Teatro Jofre Soares, Sesc Centro (Rua Barão de Alagoas, 229, Centro)
Ingressos: R$ 5 (comerciários e estudantes) e R$ 10 (usuários)
19h – Espetáculo RojoColetivo Vermelho de Teatro
Classificação etária: 18 anos
Gênero: dança/teatro/performance
Duração: 90 min
Local: Restaurante Sesc Centro (Rua Barão de Alagoas, 229, Centro)
Entrada franca (há apenas 40 vagas. As senhas serão distribuídas 01 hora antes do início do espetáculo)




QUINTA-FEIRA, 25 DE AGOSTO
16h – Espetáculo O Fim do MundoCia. Insanos
Classificação etária: 18 anos
Gênero: clown/teatro do absurdo
Local: Teatro Jofre Soares, Sesc Centro (Rua Barão de Alagoas, 229, Centro)
Ingressos: R$ 5 (comerciários e estudantes) e R$ 10 (usuários)
19h – Projeto Quintas no Arena: espetáculo Fábrica do ImaginárioGrupo Jogos de Cordel
Classificação etária: livre
Gênero: teatro
Local: Teatro de Arena Sérgio Cardoso (pça. Deodoro, Centro)
Ingressos: R$ 5 (comerciários e estudantes) e R$ 10 (usuários)




SEXTA-FEIRA, 26 DE AGOSTO
16h – Apresentação circense com o grupo Sua Majestade o CircoClassificação: livre
Local: Praça José Emílio de Carvalho, Riacho Doce
Aberto ao público
17h – Espetáculo GraçasCia. do Chapéu
Classificação etária: livre
Gênero: teatro de rua
Local: Praça José Emílio de Carvalho, Riacho Doce
Aberto ao público
18h – Cine Sesc na Praça Exibição de curtas-metragens
Classificação: livre
Local: Praça José Emílio de Carvalho, Riacho Doce
Entrada franca
19h – Apresentação de folguedos Guerreiro Campeão do Trenado e Fandango do Pontal
Classificação: livre
Local: Praça José Emílio de Carvalho, Riacho Doce.
Entrada franca 

SÁBADO, 27 DE AGOSTO
16h – Espetáculo A Cor da ChuvaInvisível Cia. de Teatro
Classificação etária: livre
Gênero: teatro
Local: Teatro Jofre Soares, Sesc Centro (Rua Barão de Alagoas, 229, Centro)
Ingressos: R$ 5 (comerciários e estudantes) e R$ 10 (usuários)
17h – Encerramento da mostra com mesa-redonda de avaliação com todos os artistas participantes Local: Sesc Centro (Rua Barão de Alagoas, 229, Centro)
Entrada franca
18h – Abertura da mostra Overdoze (encerramento às 06h do dia 28, com café da manhã)12 horas ininterruptas de ações artísticas
Classificação etária: 16 anos
Local: Unidade Sesc Centro (Rua Barão de Alagoas, 229, Centro)
Ingressos: R$ 5 (preço único)


domingo, 24 de julho de 2011

Invisível Companhia de Teatro na Enciclopédia Virtual do Teatro Brasileiro

por Daniela Beny

Acessando meu twitter nessa tarde chuvosa e frio de inverno em Maceió, tive uma surpresa muito feliz, descobri que nós já estamos nas páginas virtuais da Enciclopédia Virtual do Teatro Brasileiro - organizada pela SP Escola de Teatro - Centro de Formação das Artes do Palco, escola referência em todas as áreas das artes cênicas no Brasil.

Considero uma etapa muito importante dentro do desenvolvimento de nosso trabalho quanto grupo porque passamos a fazer parte da cena teatral brasileira, aumentando a possibilidade de acessos e contatos sobre nossos processos de trabalho e de criação.

Não apenas a Invisível foi citada, mas também cita-se o iluminador Arnaldo Ferju, o ator Cícero Rosa e a atriz Daniela Beny, segue abaixo os links respectivos publicados no site:




quarta-feira, 6 de julho de 2011

A Invisível espalhada por aí


Depois da minha passagem de dois meses e meio vivenciando a cidade de Buenos Aires, é a vez de nossos queridos componentes e amigos Carol Morais e Maurício Ebbers do Monte viverem outras cidades, através dos programas de mobilidade acadêmica, Carol e Maurício passarão um semestre na UFBA e UNIRIO respectivamente. Minha felicidade ao recebermos essas duas boas notícias não está apenas no fato de torcermos para o crescimento artístico-científico de nossos amigos artistas, vai além disso. A experiência de vivenciar outras cidades, de entrar em contato com outras culturas é capaz de nos dar uma outra forma de sustentação para nossas próprias práticas artísticas e sociais.

Brinco ao dizer que agora estamos nos tornam uma espécie de polvo teatral, cheio de braços espalhados por todas as partes, se distribuindo, abraçando tudo, absorvendo aquilo que nos serve, doando um pouco do que sabemos, possibilitando antes de mais nada à troca de conhecimento.

O fazer teatral é muito diferente e ao mesmo tempo muito diferente em quase qualquer lugar do mundo, pela minha experiência, posso dizer que não é muito diferente fazer teatro seja em Maceió, Natal, Belo Horizonte, São Paulo, Buenos Aires ou Junin, as dificuldades são as mesmas, mas não é isso o que deve nos estagnar, é justamente o que deve nos mover, pela necessidade de transformar não só nossa realidade, mais uma comunidade que nos circunda.

Acredito que esse período de seis meses que Carol e Maurício passarão longe de casa, além de ser uma grande experiência de vida para eles [pela acessibilidade a museus, cursos, oficinas, workshops e espetáculos que não chegam em Maceió] será também de grande valia para a Invisível.

Sorte e muito teatro aos nossos queridos amigos, que eles aproveitem ao máximo e que voltem com a bagagem do conhecimento cheia pra gente trocar figurinhas na volta!

sábado, 4 de junho de 2011

Projeto QUINTAS NO ARENA 2011 - nós estaremos lá!

Na última Quinta-feira, dia 02/06/2011, saiu a lista dos espetáculos participantes do projeto Quintas no Arena, promovido pela DITEAL. O projeto será realizado todas as quintas-feiras, de 07 de Julho até 15 de Dezembro, as apresentações acontecerão no Teatro de Arena Sérgio Cardoso, anexo ao Teatro Deodoro que fica na Praça Deodoro. Os ingressos custam R$6,00 e R$3,00 (respectivamente inteira e meia) e poderão ser adquiridos na bilheteria do próprio teatro durante a tarde.

Os espetáculos que compõe a grade da programação de 2011 são:

1. Graças (Cia. do Chapéu) -07 e 14 de julho
2. Merca-do-Rei (Em-Cena-Ação: Grupo de Pesquisa em Artes Cênicas) - 21 e 28 de julho
3. Cantando a Vida (Grupo Caçuá) - 04 e 11 de agosto
4. Fábrica do Imaginário (Grupo Jogos de Cordel)- 18 e 25 de agosto
5. Infortúnios de Uma Criança (Associação Teatral das Alagoas – ATA) - 01 e 08 de setembro
6. As Mãos de Eurídice (Ciclo de Teatro Independente) - 15 e 22 de setembro
7. Gota D’Água (Cia. Arlequinos) - 29 de setembro e 06 de outubro
8. O Diletante (Grupo TAL) - 13 e 20 de outubro
9. Pedaços de Nós Mesmos (Cia. Teatral Mestres da Graça) - 27 de outubro e 03 de novembro
10. Uma Dose de Chuva (Infinito Enquanto Truque) - 10 e 17 de novembro
11. Uma Noite em Macambira (Grupo Pé de Moleque) - 24 de novembro e 01 de dezembro
12. A Cor da Chuva (Invisível Companhia de Teatro) - 08 e 15 de dezembro

Parabéns a todos os selecionados, que esse segundo semestre se converta em muito trabalho para todos nós!
E aguardem, em breve informações sobre o ALDEIA SESC GUERREIROS DE ALAGOAS 2011

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Mais fotos de "A Cor da Chuva"

Demorou, mas estamos postando uma montagem com as melhores fotos do espetáculo "A Cor da Chuva", fotografado pelos parceiros e amigos Pâmela Guimarães e Erick Silva, do Estúdio Máquina de Ideias.


Aproveitamos a ocasião para lembrar que a partir de Agosto voltaremos com apresentações agora em palco convencional, em breve daremos maiores detalhes de local, horários e valores!

domingo, 15 de maio de 2011

Ensaimos 6º feira. Dia 13/05/2011...

... mas não tivemos tempo de dar uma revisada, para relembrar. Mesmo assim, eu me sentia seguro. Udson não sentia a mesma coisa. Depois que estreamos, (isso já faz mais de um mês) ainda sinto o meu corpo quente, pronto para a ação, para cena, para A cor da chuva. (E olhe que é um espetáculo que exige muito da condição física do ator).

O espetáculo tem uma energia própria, necessária, para que aconteça. Udson e eu chegamos à conclusão de que temos que alcançar um alto nível de energia (Duas horas para energizarmos) para entrarmos em cena.  Sentimos isso nas últimas apresentações: Mar Vermelho, quando tivemos quase nem uma hora para alongar, aquecer e concentrar energia; Em Ibateguara, quase chegamos às 1h:15m. Só deu mesmo para alongar bem, mal deu para aquecer; E o melhor de todos os dias, mesmo com todas as dificuldades que tivemos com um público em sua maioria crianças, foi a melhor apresentação, no entanto, tivemos duas horas de preparação para a cena.

Eu sou o tipo de ator que só sabe entrar em cena transbordando energia. Minha formação me ensinou que tenho que entrar em cena, derramando suor e lágrimas de sangue. Sei que a guerra não é saudável para nenhum ser humano, mas quando essa guerra vai para o campo da metáfora, sinto que ela nunca deveria sair de lá. Essa é a sensação que tenho antes de entrar em cena, antes da cena, antes da estréia, antes da montagem: Estou indo para guerra.

Encarar uma montagem, primeiramente, não como um prazer ou, “eu queria fazer isso ou aquilo”, ou “não gosto desse tipo de espetáculo”, mas, encaro como uma missão a ser cumprida, para assim descobrir o prazer do desafio lançado. Não gosto de escolher personagem, mas gosto que o diretor ou o grupo me lance o desafio. Ser Ator é ser por natureza um criador. Que prazer encontrarei se  escolher o que acho mais fácil, ou que na primeira impressão, vaidosamente vou conseguir me destacar naquilo que mais domino. Onde ficará a construção realmente? A identificação de barreiras a serem superadas? Não. Para se construir teatro, o ator tem que se colocar em obstáculos, se lançar em desafios. Costumo dizer: Não me defino como comediante, dramático, trágico, tradicional ou contemporâneo... Mas como ator, “um camaleão”. É uma guerra saudável, deliciosa, prazerosa, vendo os resultados alcançados. Superar e supera-se a cada dia. A cada cena. Vencer todos os desafios que o espetáculo nos traz ou os métodos por ele exigidos. Como Grotowski diz: “O ator deve descobrir as resistências e obstáculos que o prendem na sua forma criativa.”, (livro: Em Busca de Um Teatro Pobre, Jerzy Grotowski, pg. 84).

Voltando a questão do ensaio de 6º feira, mesmo com mais de um mês parado depois das viagens, o texto e corpo dos atores continuam quentes. Quando chegamos à sala preta para o ensaio, estávamos com os corpos preguiçosos, e sob a orientação da nossa preparadora corporal, Carol Morais, recuperamos a memória do corpo e da mente. Não encontramos muitas dificuldades pra isso, porque acredito que os métodos por ela utilizados foram tão precisos que realmente nos condicionou a fazer certos movimentos que antes eu, especificamente, não conseguia. E mesmo depois de um mês meu corpo se mantêm predisposto a realizá-los. Sei que tenho muita coisa a aprender com ela. E juntos superarei muitos desafios.

Trabalhar com o Udson é maravilhoso. É uma pessoa muito respeitosa, muito inteligente. No processo de construção, construímos juntos (além da orientação da Beny e os olhos da Carol e do Mauricio), discutimos idéias, compartilhamos visões. Eu me deixei influenciar por ele e ele por mim. Doamos-nos um ao outro e consequentemente, a cena. Isso é muito importante. Não só o eu em cena, mas o nós os atores e todos que estão trabalhando intensamente para que o espetáculo aconteça.    

Beny é a “massageadora” do ego dos atores. Nunca tive diretora mais acolhedora do que ela. Ela nos envolve, procura nos deixar o mais confortável possível e nos dar muita liberdade para criarmos, nos passa muita confiança.

Mauricio e Carol ultrapassam os limites dos técnicos. Não se mantém indiferente ao que está acontecendo ou só interessados a cumprir suas funções, mas se envolvem, dão idéias e se preocupam muito com os atores, com as cenas e o espetáculo como um todo. Aliás, eles são “os olhos” da Beny, no bom sentido da palavra, quando ela viaja. Eles lutam e se preocupam para que o processo aconteça e os resultados sejam alcançados. No processo A Cor da Chuva o espetáculo foi se construído de forma harmônica.

A Invisível Companhia de Teatro é uma companhia romântica. Apaixonada por teatro. As coisas acontecem em bom humor e respeito. Para mim uma companhia inovadora mostrando como se deve fazer teatro cumprindo com suas obrigações. Preocupa-se não só com espetáculo, mas também com o bem estar dos atores. É um grupo que sonha e almeja, e luta para viver de arte, de teatro, e que quer mostrar que isso possível, mesmo sendo em Alagoas. Espero que ela seja exemplo para muitos grupos de teatro, os que estão começando e os que já existem. E que ela consiga prova que é possível conquistar o mundo mesmo começando de Alagoas.

Unidos venceremos!

 Att.: Cícero Rosa


terça-feira, 3 de maio de 2011

Fazer teatro é difícil...

Pois é, fazer teatro é difícil e nós sabemos disso, começa a ser difícil porque nós que trabalhamos com teatro sabemos que as outras pessoas têm uma certa resistência com a nossa profissão (sejamos atores, diretores, produtores, professores de teatro, cenógrafos, sonoplastas, iluminadores e tudo mais), além da dificuldade de desenvolver atividades continuadas que tenham como nos propiciar a dignidade de um salário justo (Quando conseguimos aprovação para um projeto de montagem é ótimo, quando não como fazemos?)

Em 2008 quando fui para São Paulo participar da montagem de "Os Possessos" dirigido por Antonio Abujramra com patrocínio da FUNARTE/SP quis muito continuar por lá depois que terminou o projeto, nos dois meses "desempregada" em Sampa, consegui alguns picos como operadora de luz, fazendo projeto escola e até VT de propaganda política, mas teatro mesmo não aconteceu, porque em São Paulo tem mais oportunidade e, proporcionalmente, mais concorrência, e vi que a mesma dificuldade que os grupos de Maceió tem para realizar suas montagens, os grupos de São Paulo também têm - e olhe que estou falando da Capital, quando o panorama parte para o interior a situação complica ainda mais. Para piorar minha situação sou uma atriz nordestina e sem perfil para publicidade, sim, isso acontece. 

Ter voltado para Maceió não foi uma derrota, não, foi uma  vitória pessoal pela possibilidade de sair de trabalhos acomodados e com pouco espaço para pesquisa, discussão e troca, para iniciar junto com Marco Antonio e Arnaldo Ferju o espetáculo "Voo ao Solo" e a Invísivel, e essa decisão de "desistir" de São Paulo só tem me dado alegria.

Agora estou em Buenos Aires fazendo um Seminário de Antropologia Teatral com Ana Woolf, o curso tá sendo bem puxado, mas tá sendo ótimo, e as informações se casam muito bem com um material que estou estudando de Eugênio Barba (Odin Teatret), além disso, estou acompanhando um processo em que Ana Woolf está dirigindo as atrizes Natália Marcet (que eu já conhecia por ter feito uma oficina ministrada por ela durante o Solos Férteis em Brasília) e Cecília Ruiz. O bom de observar o trabalho dos outros - principalmente quando os outros se trata de alguém com tanta experiência assim - é que podemos ver que nosso trabalho também tem uma trajetória e o que pensamos de teatro em Maceió não é muito diferente do que se pensa em Buenos Aires ou em Holstebro.

Na saída do primeiro dia de ensaio estava justamente conversando com Natália sobre as dificuldades de fazer teatro e são exatamente as mesmas que nós encontramos em Maceió, por exemplo: dos espetáculos que estão em cartaz por aqui, 90% foram montados através de algum prêmio para montagem, os grupos escolhem fazer apresentações para poucas pessoas porque assim garantem "casa cheia" e uma vida útil para o espetáculo um pouco mais longa. O que conversamos mais foi sobre o fato de que às vezes sair dos grandes pólos para fazer teatro se torna mais viável, porque além da concorrência numa cidade pequena ser menor, há mais visibilidade para quem trabalha com teatro, porém a desvantagem é que também há menos recurso.

Enfim, vantagens e desvantagens existem em qualquer lugar, o importante é encontrar mecanismos de atuação e manutenção não apenas dos grupos, mas principalmente das pessoas que fazem parte dele. Como pensar no teatro como profissão e não como passatempo, como fazer dele o seu sustento ao invés de sustentá-lo. É algo a se pensar.


quarta-feira, 27 de abril de 2011

As sensações da chuva...


Foto de Carol Morais na estreia de A COR DA CHUVA

Hoje é dia de sentir "A cor da chuva" e as sensações que ela nos caus, no calor constante de corpos frios em busca de uma liberdade presa entre quatro paredes e uma liberdade livre nas incertezas do mundo fora dessas quatro paredes amontuadas de jornais , amor,raiva, esperança,medo ilusão...paredes mofadas jornais mofados vidas mofadas...esperança X incerteza...incerteza no que esta por vir quando se pensa em ficar e quando se quer sair...assim é o gosto da cor da chuva... 

(Escrito por Carol Morais em 11 de Abril de 2011 - véspera da circulação do espetáculo)

domingo, 24 de abril de 2011

Invisível CARAVANA de Teatro: 3ª parada JAPARATINGA

Durante a apresentação
Nossa última parada foi na cidade de Japaratinga, segundo informações da própria Secretaria Municipal de Cultura A COR DA CHUVA foi o primeiro espetáculo de teatro que a cidade recebeu, nos apresentamos na Casa da Cultura e posso afirmar que sem sombra de dúvidas foi o nosso maior desafio desta circulação.

Primeiro porque contávamos com um espaço de fato alternativo, não que isso seja ruim, deu até um clima de clausura mais acentuado ao espetáculo, o que nos rendeu a melhor apresentação do ponto de vista técnico dos atores, pois eles tiveram que se adaptar a um espaço que tinha no máximo três metros quadrados e público apenas em dois lados, sendo impossível eleger uma frente.

O segundo desafio eu considero uma infelicidade inclusive, A COR DA CHUVA é um espetáculo aberto para todas as idades, porém, em nossos contatos com todas as prefeituras fizemos questão de enfatizar que se tratava de uma montagem voltada para o público adulto, tendo como alvo os jovens do ensino médio, infelizmente essa recomendação não foi respeitada, contamos com maioria absoluta de crianças na plateia, o que não é um dado ruim, mas dadas as precariedades de acomodações, isso impacientou um pouco o público, que começou a se portar de forma barrulhenta, atrapalhando os atores em cena.

Bate-papo com os atores
Salvo os pequenos incômodos, contamos com um público estimado em 150 pessoas, de todas as faixas etárias. Novamente não foi possível a abertura de debate após o espetáculo, mas um fator que nos impressionou foi o fato de alguns jovens depois do espetáculo procurarem os atores para conversarem sobre suas impressões do espetáculo.

Com essa experiência em Japaratinga, conseguimos diagnosticar que a primeira preocupação do poder público deveria estar no ensino básico de qualidade, pois assim estariam investindo em cidadãos aptos a lutarem pelos seus direitos e cumprirem seus deveres. A acessibilidade à produtos culturais não pode ser uma ação isolada e sem uma estrutura organizada que priorize a formação das crianças e jovens, não falo educação apenas no sentido de ler e escrever, digo educação numa esfera mais abrangente, ligando o conteúdo de sala de aula com noções de educação ambiental, inclusão social, valorização da cultura local e outras tantas vertentes que dão suporte para formação completa do ser humano.

Encerramos nossa Invisível CARAVANA de Teatro no intuito e desejo de que esta seja a primeira de muitas, pois a descentralização do teatro só tem a nos acrescentar como artistas e como pessoas, a troca com cada cidade faz com que tenhamos cada vez mais vontade de trabalhar, e o teatro é feito disso, da troca de experiência, de informação. Que venha agora a circulação dentro de Maceió, e outros espaços, palcos e tudo mais.

Segue abaixo mais um pequeno vídeo que fizemos durante essa circulação, afinal, quando se trabalha com o que se gosta isso se chama diversão.




sábado, 23 de abril de 2011

Invisível CARAVANA de Teatro: 2ª parada IBATEGUARA

Público se acomodando 
Continuando nossa circulação com o espetáculo A COR DA CHUVA, chegamos à cidade de Ibateguara, onde fizemos a segunda apresentação no interior, nessa apresentação contamos com um espaço muito mais amplo do que nós já tínhamos ensaiado e experimentado. 

Nos apresentamos no Centro Cultural, um galpão multiuso, que recebe desde de shows de música até mesmo a feira nos finais de semana, pudemos realmente contar com um espaço distribuído em arena, porém, infelizmente por todas as cadeiras serem no mesmo nível a plateia que se colocou nas fileiras de trás perdeu consideravelmente parte do espetáculo, com isso percebemos a necessidade urgente de conseguirmos algo como uma arquibancada para que as pessoas assistam com maior conforto.

Durante a apresentação
Fato muito interessante a ser observado é que mesmo que a plateia não tenha se colocado para um debate aberto com a equipe do espetáculo parte dos professores que estavam acompanhando seus turmas solicitaram de seus alunos acompanhamento do espetáculo no intuito de posteriormente dialogarem em sala de aula, o que considero bastante construtivo, visto que é notável o engajamento da Secretaria Municipal de Cultura de Ibateguara para que aconteçam ações de difusão e descentralização da arte e cultura no município, por isso agradecemos imensamente à Luciana por todo apoio local e divulgação do espetáculo, firmando mais uma parceria que tornou viável A COR DA CHUVA.

Seguramente Ibateguara foi o município onde tivemos maior público, com uma estimativa de 300 pessoas, numa ação gratuita e aberta à comunidade, nossa maior preocupação está justamente na acessibilidade, uma vez que a configuração do espetáculo foi modificada para que pudéssemos leva-lo para cidades com ou sem teatro. Falando do ponto de vista da encenadora, vejo que este formato funciona e pode ser muito melhor aproveitado com o passar do tempo, afinal, a efemeridade do teatro permite que cada nova apresentação seja um novo espetáculo.

Se comparado com a apresentação em Mar Vermelho, dessa vez tivemos um público mais diversificado, pois tínhamos espectadores de todas as faixas etárias e a maioria deles vindos da zona rural de Ibateguara, apesar da dispersão provocada pela falta de comodidade no espaço, conseguimos perceber o quanto alguns jovens se mantiveram atentos durante toda apresentação, tanto que, Marco Antonio de Campos, membro da Invisível e arte-educador fez uma curta entrevista com jovens da cidade sobre suas impressões do espetáculo, seguindo abaixo o vídeo.



sexta-feira, 22 de abril de 2011

Invisível CARAVANA de Teatro: 1ª parada MAR VERMELHO

Durante a apresentação
Contemplado com o Prêmio de Incentivo à Produção e Circulação de Projetos em Artes Cênicas em Alagoas 2010 o espetáculo A COR DA CHUVA começou sua circulação pelo interior de Alagoas no município de MAR VERMELHO no dia 12 de Abril, recebendo a segunda apresentação oficial deste espetáculo.

Contando com o apoio local da Secretaria Municipal de Cultura, realizamos nossa apresentação no Teatro Municipal de Mar Vermelho, que mesmo sendo um dia de semana, contamos com um público estimado de 150 pessoas, entre alunos da rede pública de ensino e o público em geral. Além de casa cheia o saldo positivo de nossa apresentação foi a receptividade do público que se mostrou muito disponível para o diálogo, não apenas sobre o espetáculo apresentado, mas pela curiosidade do próprio ofício do teatro. 

Durante o debate
Projetos de circulação viabilizam não apenas a acessibilidade à obras teatrais em cidades com pouca atividade artística externa, mas faz com que se gera a curiosidade e fomento das atividades artísticas de um modo geral. Outro aspecto importante a ser considerado é o desafio proposto pela geografia diferenciada de cada espaço cênico, pois como A COR DA CHUVA já está configurado para espaços alternativos a possibilidade de adaptação faz parte do nosso exercício cênico, que se "impõe" para o elenco na capacidade de resignificação do espaço cênico e na equipe técnica no dinamismo para soluções que não haviam sido problematizadas anteriormente.

Particularmente em Mar Vermelho percebemos essa preocupação tanto por parte da prefeitura como dos professores que visam o fomento de discussão em sala de aula daquilo que foi apresentado e bem recebido pelo público. Só temos o que agradecer pelo apoio logístico à Secretária de Cultura Roberta Aureliano e sua equipe de trabalho.

Acho que o vídeo abaixo exprime melhor nossa alegria por essa apresentação em Mar Vermelho.


Nossa estreia


Finalmente no dia 11 de Abril, estreamos oficialmente o espetáculo A COR DA CHUVA, depois de mais de seis meses de ensaios e incertezas por uma série de fatores que atrasou nosso processo tendo que remarcar nossa circulação de Dezembro de 2010 para esta presente data, o espetáculo contemplado com o Prêmio de Incentivo à Produção e Circulação de Projetos em Artes Cênicas em Alagoas 2010 fez sua primeira apresentação no Espaço Cultural Linda Mascarenhas para alunos da Escola Estadual Moreira e Silva. Contamos também com a presença de alguns professores de diversas áreas que vão desde Sociologia,  História,  Artes e Teatro até Educação Ambiental, para uma participação mais acalorada em nosso debate, o que veio a contribuir com o entusiasmo dos alunos presentes, que além de expressarem suas dúvidas quanto ao espetáculo ainda teceram comentários pertinentes que só vêm a acrescentar com nosso processo contínuo de composição do espetáculo.



Do nosso ensaio aberto para a estreia propriamente dita já fizemos algumas modificações, sobretudo quanto a espacialidade do local de apresentação, buscando assim relocar o espetáculo para uma configuração mais audível da plateia, além, é claro, dos ajustes técnicos necessários em cada montagem de cenário.

Nesta ocasião percebemos a importância da descentralização dos bens culturais, pois dentro do próprio CEPA contamos com uma gama de alunos que têm carência e curiosidade de desfrutar dos meios artísticos de expressão, não desenvolvendo-se artisticamente muitas vezes por falta de acesso ou até mesmo de informação.

Gostaríamos de agradecer ao Espaço Cultural Linda Mascarenhas na pessoa do Diretor Artístico Júnior Almeida pela disponibilidade não apenas do local, mas no acesso e na presença constante, fazendo com que pudessemos assim promover dentro do grupo um trabalho de Residência Artística, o que viabilizou vários experimentos, agradecemos sobretudo à parceria que possibilitou ensaiarmos de Outubro até Abril num espaço adequado e estrearmos com conforto e segurança. 


Ah, agradecemos também ao pessoal do Estúdio Máquina de Ideias pelas fotos desta postagem e pela filmagem que postaremos trechos em breve.

sábado, 9 de abril de 2011

Nosso ensaio aberto

Acho que essa semana toda teremos muitas postagens aqui no blog justamente por causa da nossa movimentação mental e geográfica, dia 08/04 fizemos nosso ensaio aberto, pudemos experimentar a iluminação, sonoplastia e ver o que funciona de verdade como parte de um espetáculo.

Considero que todas as observações feitas ao final do ensaio foram da maior relevância para afinarmos o que está faltando ser trabalhado na A COR DA CHUVA e essa troca de impressões é o que existe de mais precioso na nossa profissão, afinal o teatro só existe por causa do público, não podendo ser de outra forma a nossa preocupação em saber o que consegue comunicar e o que acaba ficando pelo meio do caminho. 

O mais bacana desse bate-papo pós-ensaio está na troca sobre o processo de criação e composição que foi desenvolvido desde Setembro de 2010, muita coisa que apenas assistindo à uma montagem pode gerar dúvida ou uma simples curiosidade dos caminhos explorados até se chegar nesse resultado final (que ainda assim é parcial, pois acredito que uma obra teatro nunca estará finalizada já que nossa mudança pessoal afeta diretamente nossa expressão artística.)

Agradeço a presença de todos e ao empenho da equipe, já conseguimos ser reconhecidos como um grupo e não apenas uma reunião de pessoas, convergimos para o centro apesar das nossas divergências.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Mais uma boa notícia

Saiu hoje o resultado dos grupos selecionados para o GESTO 2011:

CONFIRA OS PROJETOS SELECIONADOS PARA O GRUPO DE ESTUDOS TEATRAIS ORIENTADOS 2011
08 de abril de 2011
“O Fim do Mundo”, da Companhia Insanos e “A Cor da Chuva”, da Invisível Companhia de Teatro foram os dois projetos selecionados para participar do Grupo de Estudos Teatrais Orientados (Gesto) 2011.
Em maio, as duas companhias começam os encontros com o assessor técnico-pedagógico e a equipe de artes cênicas do Sesc para avaliar e elencar quais serão os caminhos e etapas dos estudos ao longo dos meses seguintes. Já as oficinas específicas com profissionais convidados voltadas para os aspectos técnicos dos projetos selecionados serão de direção/encenação, expressão vocal, expressão corporal e iluminação. Em breve, serão abertas as inscrições para as oficinas, dais quais os demais interessados podem participar gratuitamente.
fonte: http://www.sescalagoas.com.br/imprensa/noticias/index.asp?vCod=338&idioma=pt

Traduzindo: AGUARDEM NOVIDADES POR AÍ!

2014 - um ano de muita pesquisa

Então, desde o final de 2014 o tempo tem sido cada vez mais escasso apenas pelo fator MESTRADO, tão raro que, ao vir atualizar o blog me de...