sábado, 25 de abril de 2009

POR QUE INVISÍVEL?


Acho que poucas semanas atrás tive a necessidade de dar um título ao trabalho que venho fazendo com teatro agora, pensei em vários nomes, em várias possibilidades instigantes e pensei no trocadilho INVISÍVEL COMPANHIA DE TEATRO. Digamos que seja uma espécie de bloco do eu sozinho, mas na verdade ser INVISÍVEL significa fluir sem ser percebido, exceto quando se queira, significa poder contar com seus parceiros/amigos que trabalham lado a lado fora do palco (ou na cabine ou na produção) e, futuramente, dividindo o espaço cênico.
Pra mim, Daniela Beny, ser INVISÍVEL é ser vista a partir do ponto de vista dos meus olhos (nossa, quanta redundância...), ter uma identidade artística e poder agregar outros artistas em projetos nunca antes tentados ou testados.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Direção de Arte


Um desafio e uma oportunidade para experimentar.
Quando fui convidado pela Daniela Beny, para fazer a direção de arte de seu monólogo, foi uma grande surpresa, pois mesmo trabalhando com teatro já há aproximadamente quatro anos, com fotografia há uns dez anos e agora, iniciando com o cinema, foi o primeiro trabalho como diretor de arte. E como já tive a oportunidade de conhecer o trabalho da Beny, não tive muita dificuldade para a realização deste trabalho.O desafio deste trabalho foi, com o pouco tempo, equipamentos, pensar e elaborar todos os detalhes de iluminação, coloração, marcações e outros detalhes para as apresentações, para isso, foi feito um misto de quase todas as minhas atividades atuais, fotografia, teatro e cinema para otimizar os trabalhos para a montagem deste monólogo.
Nos ensaios que tivemos, antes da estréia, foram feitas diversas fotografias e gravações de vídeos, para que com o auxílio destes, chegar ao resultado final que foi a estréia deste trabalho para o público. Para isso, foi montado praticamente um estúdio de produção digital na casa do diretor geral Marco Antonio de Campos, onde juntamos nossos computadores de idéias para, em pouquíssimo tempo, editar todos os recursos de mídia digital e elementos de efeito visual que foram utilizados nesse espetáculo, numa espécie de ensaio digital, fundindo o teatro a fotografia e o cinema em favor de uma só linguagem, o Teatro.
por Erick Baker

sexta-feira, 10 de abril de 2009

VOO AO SOLO




EM BUSCA DO SOLO (SINOPSE)
“Voo ao Solo” é resultado da busca de uma construção dramatúrgica voltada para a experimentação artística em outro ambiente teatral sendo composto por recortes que mistura interferências cotidianas e referências pessoais com elementos que compõe o imaginário mítico-urbano da contemporaneidade nordestina e do trajeto de vidas, criando assim uma ligação entre o que há de moderno já produzido no meio teatral e o que vivenciamos como reprodução de nossas tradições. Dentro deste processo de montagem pode-se considerar que há o desenvolvimento dramatúrgico conciliado com o trabalho de composição de personagens dentro de uma busca individual da pesquisa da atriz/dramaturga, agregando ao produto final (a montagem) uma experimentação científica quando percebemos que desenvolveu-se sobre o espetáculo uma proposta que busca atingir objetivos que se mostrem durante os experimentos encenados, fluindo desde a composição pós-dramática do texto até o referencial corpóreo em cena.
Com recortes das obras de Lygia Fagundes Teles, Guimarães Rosa e outros ícones da literatura e da cultura pop podemos entender quais as referências e como podem ser ponto de partida para a criação de um entrelaçado dramático que possibilita a visitação do ser humano à diferentes estágios e níveis comportamentais do ser humano partindo do ponto de vista do feminino mítico até a influencia do espaço urbano sobre a construção das relações interpessoais.

ENFIM O VOO (RELEASE)
“Me sentia uma estrangeira, me sentia na verdade uma exilada, não pelo lugar que habitava, mas pelo o que percebia estar habitando dentro de mim.”
Num onde indefinido e num quando indeterminado uma mulher faz um apanhado dos fatos mais importantes de sua vida começa a estabelecer consigo mesma uma relação caótica inclusive com seus demônios e fantasmas do passado, tudo aflora de modo impensado e imprevisível, não havendo assim uma definição nem especial, nem cronológica, viajando em seus pensamentos e metáforas que aproximam o espectador dos sentidos e sentimentos da personagem.
Imagens, sons, texturas, cheiros, tudo interligando movimento e palavra.
Voo ao solo é o primeiro espetáculo solo da dramaturga e atriz Daniela Beny (selecionada pela Funarte para integrar o CENTRO DE APERFEIÇOAMENTO TEATRAL 2008) que após temporada de estudos cênicos em São Paulo onde trabalhou sobre a direção de Antonio Abujamra trás para o palco um pouco de sua experimentação em outros solos fazendo assim um voo solo e “ao solo”.

2014 - um ano de muita pesquisa

Então, desde o final de 2014 o tempo tem sido cada vez mais escasso apenas pelo fator MESTRADO, tão raro que, ao vir atualizar o blog me de...